A Matemática foi construída no decorrer da história da humanidade, dando origem às ideias que formam nossa cultura com o seu desenvolvimento.
Ela é uma ciência exata considerada complexa, mas foi criada para resolver problemas de forma prática e para determinar o possível e o impossível nas questões que envolvem a lógica e precisam do raciocínio.
Foi inicialmente usada como forma de comunicação para realizar comercializações por nossos antepassados que usavam princípios básicos, como a contagem e que foi evoluindo novas técnicas com o passar do tempo.
A matemática nos acompanha em todos os momentos de nossas vidas:
• Na medição do tempo;
• Na nossa posição no universo;
• No mapeamento da terra;
• Na navegação pelos mares, etc.
Desde as primeiras invenções do homem, até as tecnologias mais avançadas, a matemática está presente.
Os primeiros passos do homem na jornada da matemática foram dados pelas culturas antigas que criaram a linguagem básica dos números e dos cálculos:
• Egito
• Mesopotâmia
• Grécia
Na pré-história, os homens que viviam em cavernas, usavam os dedos das mãos combinados com os dos pés para fazerem contas.
As civilizações antigas da Mesopotâmia sofreram diversas invasões, o que trouxe para a cultura desses povos muito conhecimento. O sistema numérico tinha como base o valor sessenta e até hoje temos a influência desse sistema em nossas unidades de tempo e medida de ângulos.
Os egípcios tinham interesse pela astronomia e estabeleceram um calendário solar. Foram encontrados textos matemáticos escritos em papiros, onde haviam métodos de multiplicação e de divisão dos egípcios, que usavam um sistema de numeração de agrupamento simples com base 10.
A matemática teve início na Grécia por Tales e Pitágoras, que viajaram para o Egito e para a Babilônia e fizeram algumas descobertas. Os gregos tornaram a matemática uma ciência e Utilizavam métodos específicos para calcular.
O oriente contribuiu muito para grandes descobertas matemáticas que geraram transformações no ocidente, criando assim o mundo moderno.
Os chineses tinham um sistema numérico simples, usavam gravetos para representar os números de 1 a 9, colocados em colunas que indicavam unidades, dezenas centenas, milhares e assim por diante, da mesma forma com a qual chamamos de sistema de casas decimais. A escrita dos números era feita por símbolos especiais, mas não tinham o conceito do número zero.
Na índia, o sistema numérico foi aperfeiçoado e, além disso, os indianos criaram um número que eles apresentaram ao mundo: o zero. Eles também geraram números negativos através dos cálculos com o número zero, pois pensavam nos números com a visão abstrata.
Com o Império Islâmico, introduziram-se conceitos que deram reconhecimento aos numerais Indus, revolucionando a matemática e a ciência. Também criaram a álgebra – uma linguagem matemática- que fundamenta a maneira como os números funcionam, explicando padrões que existem no comportamento dos números.
Enquanto o oriente avançava nos estudos e descobertas da matemática, a Europa ficou estagnada. Somente no século XIII, liderada pela a Itália, a Europa começou a explorar e a trocar informações com o oriente, o que trouxe a expansão do conhecimento oriental para o ocidente.
Os símbolos criados pelos egípcios usavam formas agrupadas para distinguir as casas decimais como na imagem abaixo, :
Os Babilônios usavam um sistema de agrupamento de símbolos parecido ao egípcio, mas além do sistema decimal utilizavam também o sistema sexagesimal.
Um traço vertical significava uma unidade e um outro desenho para as dezenas.
.Exemplos:
Foi encontrado na índia por volta de 300 A.C, tábuas com símbolos que mais tarde seria o inicio do nosso sistema de numeração, embora não encontram o numero zero e nem um espaço vazio que o representasse.
O nosso sistema numérico é o indo-arábico, devido aos hindus que o inventaram e aos árabes por transmitirem para a Europa Ocidental.
No século XVI nos campos em que os cálculos numéricos eram importantes, como por exemplos, astronomia, comércio, engenharia, etc., passaram a adotar os numerais indo-arábico como padrão por serem mais rápidos e precisos.
Vejamos uma tabela com as transformações das formas dos numerais que conhecemos.